quinta-feira, janeiro 19, 2006

O que tu me fazes

Toda a gente tem os seus inomináveis, os seus incitáveis, os seus inlinkáveis (palavra nova, que acabo de inventar) fechados na gaveta, escondidos entre as cuecas e os soutiens.
Brincar às escondidas é muito giro, ao quarto escuro também, mas na penumbra todos os gatos são pardos e parvos.
Este poeta escreveu um naco de prosa que eu quero partilhar com a audiência silenciosa. E toda a gente devia enterrar os senhores que não se podem nomear, citar, ou linkar.
É que sabe mesmo bem poder linkar à vontade.
Aqui.

3 comentários:

Anónimo disse...

São muitos os seus medidores de tempo. Quanto pode dedicar tudo a uma só medida, menina Dia? - a curiosidade por um nome parece-me perversa. Mas gosto muito de si, lida. Parece-me, no entanto, mais leda em diálogo, mesmo áspera. Muita ânsia tenho lido. Alguma coisa fora dos escritos indescritível? (E que pode fazer com um nome que já conhece mas não pode nomear?)

Dia disse...

Posso nomeá-lo na minha cabeça. É melhor que nada. Passa muita coisa na minha cabeça que eu não escrevo, nem teria capacidade de o traduzir em letras. Um nome seria mais uma.
Sou áspera no diálogo sim. E falo com o nariz um pouco arrebitado, como se tivesse em mim todas as certezas do mundo.
Na escrita sou mais doce, mais frágil, mais esquizofrénica. É verdade. Tenho que admiti-lo.

Anónimo disse...

Gostei. Só tenho pena do anonimamente mal escrito. Nunca gostei de gramática, por isso não sei explicar o pq, só sei que nenhuma palavra acabada em mente tem acento.